O ato de nos alimentarmos está intimamente ligado com o fato de estarmos vivos. Pois sem o alimento o nosso corpo perece.
Já que estar vivo é celebrar. Nada mais justo que celebremos com boas refeições.
Afinal os alimentos sempre serviram de alegoria para o sagrado. Como, por exemplo, o Maná enviado do céu, o mel e a ambrosia dos deuses do Olimpo, a santa ceia onde o pão e o vinho foram usados metaforicamente para representar o corpo e o sangue de Jesus, as sete sementes que Perséfone comeu no Hades, as comidas de Santos do Candomblé, os festins de Sardanápalo, a tal maçã mordida por Eva, a banana dos mulçumanos...
Os alimentos motivaram a conquista de novas terras, a abertura de novas rotas, estimulou a ciência, ajudou e continua ajudando na confraternização sexual (um bom jantar, um vinho bacana, destino final: a cama), enfim, fez com que o gênero humano se expandisse, se misturasse por este mundão.
De onde podemos concluir que quando nos alimentamos com prazer estamos em pé de igualdade com os deuses.
E quem nunca se sentiu um deus, depois de uma bela refeição?
Valeu pela coragem Eva!!!
Obrigado Prometeu!!!
Chef Marcello Passarelli Alves
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